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Fim de ano pede cuidados com seu pet

por Vanessa Lima

Encontros de família, casa enfeitada, viagens... A chegada do mês de dezembro é esperada por muita gente, mas pode representar um perigo para os pets.

Junto do mês de dezembro vem a correria. Você compra presentes, vai à festinha da confraternização da empresa, elabora o cardápio da ceia de Natal e executa mil outras tarefas simultaneamente, em uma verdadeira corrida contra o tempo. Só não vale, no meio de tanto agito, se esquecer do seu cão ou do seu gatinho.

Os animais costumam sofrer com fogos de artifício, podem ingerir alimentos inadequados nas festas e sentem muito calor nos dias mais quentes. “Algumas medidas simples podem ajudar a manter a segurança de seu pet no final de ano”, diz a veterinária Marcela Paladino, do Hospital Veterinário Jardins. Aqui, ela dá os principais alertas sobre essa época tão conturbada:

  • Fogos de artifício “O barulho assusta os animais, porque eles possuem a audição mais aguçada que a nossa. Assim, eles podem apresentar alguns distúrbios de comportamento, geralmente ligados ao medo”, explica a veterinária. De acordo com ela, os pets ficam mais agitados e o risco de fuga aumenta. Para amenizar a situação, ela sugere que os donos coloquem tampões siliconados no ouvido dos bichos, usem calmantes prescritos pelo veterinário. “Se a fobia for detectada, procure um especialista em comportamento animal”, indica Marcela.
  • Enfeites Por curiosidade, muitos animais – principalmente os filhotes – ingerem ou se ferem acidentalmente com os enfeites da árvore de Natal, como bolinhas, elásticos, fitas e até mesmo papéis de presente. “Estas situações geram obstrução ou perfuração no sistema digestivo. Às vezes, são necessárias intervenções veterinárias de emergência”, afirma a especialista.
  • Pisca-pisca “Queimaduras ou choques elétricos podem ser evitados com medidas simples como cobrir os fios com tapetes e fixá-los no chão ou na parede com fitas adesivas”, sugere Marcela. O cuidado deve ser redobrado com filhotes, que gostam de mastigar fios e podem ser eletrocutados.
  • Plantas tóxicas Algumas plantas que enfeitam o Natal, como a Poinsettia, conhecida popularmente como “bico-de-papagaio” ou “flor de Natal”, podem ser tóxicas para os animais. “A ingestão pode causar vômito ou diarreia”, avisa a veterinária. A solução é deixar os vasos fora do alcance.
  • Problemas gastrointestinais “Alimentos gordurosos e muito temperados são comuns nas ceias de Natal e Ano Novo e podem causar alterações gastrointestinais como vômito, diarreia e até pancreatite, que é uma doença potencialmente grave. Intoxicações causadas por chocolate também aumentam nesta época”, lembra a especialista. Não ofereça comida aos pets e lembre-se de pedir às suas visitas que façam o mesmo.
  • Calor As festas coincidem com o verão e, por isso, é importante ter cuidados contra a desidratação e hipertermia. Evite passeios longos, principalmente nos horários mais quentes (entre 10h e 16h). A atenção deve ser redobrada nos cães de raças braquicefálicas (os de focinho achatado, como os pugs) e aqueles com pelos longos. “Lembre-se de manter água à disposição e de usar protetores solares específicos para animais, em especial nos de pelagem clara”, alerta Marcela. Segundo a veterinária, o produto pode ser encontrado em pet shops e deve ser passado principalmente nas áreas mais expostas, como as orelhas o focinho.
  • Viagens de carro Se for passar o Natal ou o Réveillon fora da sua cidade e quiser levar o animal junto no carro, não tem problema, mas é preciso tomar algumas precauções. “Deixe o animal em jejum alimentar por pelo menos duas horas antes da viagem”, ensina a médica. Nas viagens longas, é importante fazer paradas para que o animal possa urinar e beber água. “Nunca deixe o animal fechado no interior do carro”, diz Marcela.
  • Hotéis para animais São ótimas opções, porém deve-se conhecer bem o local onde for deixar seu animal. “Pesquise com antecedência e, se possível, hospede o pet por um dia para observar sua reação”, sugere a veterinária. Além disso, é importante ficar atento aos pré-requisitos de cada empresa, para não ser pego de surpresa na última hora. “Veja se o hotel exige carteira de vacinação atualizada, vermifugação recente, além do controle de pulgas e carrapatos. A estrutura geral deve ser avaliada. O ideal é que o local tenha espaço para o animal ser solto e interagir com pessoas e com outros bichos. Não se esqueça de checar as condições de limpeza”, completa.
  • Doenças comuns As festividades de fim de ano ocorrem no verão, época de chuvas e de tempo quente. As condições são ideais para a proliferação de algumas doenças, principalmente as transmitidas por insetos. “A mais comum é a Dirofilariose, conhecida como ‘verme do coração’. Ela é transmitida por meio da picada de mosquitos facilmente encontrados em regiões litorâneas e de lagos”, diz Marcela. A recomendação é manter os animais vacinados e protegidos contra pulgas e carrapatos. “A Leptospirose e a Leishmaniose, também acontecem com mais frequência nessa época. O veterinário de sua confiança saberá qual é a melhor forma de medicar o animal”, explica.
  • Identificação “Ambientes diferentes, pessoas desconhecidas, o medo dos ruídos altos e o acesso facilitado à rua, entre outros motivos, podem levar seu pet a fugir de casa. A identificação intradérmica (microchip colocado embaixo da pele) e plaquinhas presas com nome e telefone de contato são medidas simples que são fundamentais para o retorno do seu animal”, ressalta a especialista.
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